terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Psiquiatra

Desde pequeno, meu sonho era catar a Cecília.

Pensava no que ia dizer quando chegasse perto dela. Ficava horas pensando numa boa frase. Às vezes valia a pena, pois conseguia arrancar um sorriso ou dois.

O tempo foi passando, e a Cecília passou a exigir mais da minha mente do que eu podia. Criar várias frases pra uma conversação inteira era trabalho árduo, digno de escritos como Nelson Rodrigues ou Veríssimo.

O tempo foi passando, e a Cecília se apaixonou pela pessoa errada. Por um holograma, um ser imaginário, qualquer coisa, mas não a mim. Um apenas insistente rapaz, limitado às vezes, mas que nunca se dá por vencido.

Pensava que era realidade, e era. Pensava que era sonho, e era. Hoje é a realidade que não é mais. É o tempo que se foi...

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